segunda-feira, 31 de julho de 2017

Grupos de mães e Mães de Anjos

Acho que este post foi um dos mais intensos e pessoais que já postei por aqui recentemente.
Já tem um tempo que venho estudando e atuando com questões relacionadas a morte e ao luto. Outra hora explico esse meu fascínio nada mórbido sobre o tema.
Também, seguindo aquilo que eu já falei algumas vezes, tenho me voltado cada vez mais a maternidade e minhas descobertas profissionais.
Neste processo um dos meus desafios é o grupo de mães e entre os temas que listei um que enche meu coração e se tornou tema fixo é acolhida de mães em luto.
Mães de anjo ou como queiram chamar, estas guerreiras que perderam parte de si e enterraram seus filhos fora da ordem que acreditamos ser a natural, antes de nós. Também entram aqui as mães, como eu, que só puderam enterrar o sonho e projeções daquela gestação que não seguiu adiante na barriga mas seguiu no coração.
Foi há pouco que me dei conta de que o projeto se iniciou muito próximo do que seria a data provável de parto do bebe que não esta aqui.
Muita gente saberá desta perda agora, lendo aqui, não postei, não falei mas nunca deixei de sentir por esta perda. 
Fica aqui a porta aberta para este encontro.
Somos tantas com dificuldades de nomear, de serem reconhecidas como mães de colos vazios....
Nosso grupo estará lá cheio de amor para acolher quem tiver interesse.

Agora as segundas feiras das 14:00 as 16:00hs, 
Empório Lá em Casa
R. Lopes de Oliveira, 349 - Barra Funda, São Paulo 

Peço que confirmem a presença só por questão de organização do espaço através do tel 984975007 ou tatiana@psicocloud.com.br

Beijo grande

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Seu filho não come ou come demais?

Ontem tivemos nosso encontro para falar sobre alimentação infantil e trouxe aqui para quem não pode estar lá conosco um pouco do que foi dito.

 É normal apresentar um comportamento seletivo na hora de comer, e isso acontece com todos nós.

 Às vezes o que tira o apetite da criança pode ser alguma situação relacionada a dentição (nascimento, troca ou cárie nos dentes), doenças ou viroses. Outras vezes a situação pode estar relacionada a dinâmica da família e assim originar um ciclo vicioso em que a criança busca e ontem atenção de forma pouco prática.

A recusa em se alimentar pode ser uma forma de chamar a atenção, então busque entender o que a criança quer dizer e conte a ela o que compreendeu.

A família determina muito da formação dos hábitos alimentares desde antes do nascimento, com o comportamento alimentar da mãe durante a gestação, o aleitamento materno; a introdução e a transição para os alimentos de crianças mais velhas.

É importante não forçar a criança a comer tudo e raspar o prato, nem impor castigos ou ameaças para que não se crie uma relação negativa com a comida.  

O número de células gordurosas de uma pessoa é definido ainda na infância, até os 2 anos de idade, se existir uma grande quantidade de células adiposas no organismo, quando adulto ela poderá ter dificuldade em controlar o peso.

Algumas dicas para ter uma refeição saudável com seus filhos são:
- Crie uma rotina com horário certo, chame todos a lavar as mãos, ajudar a arrumar a mesa de forma divertida assim as crianças não sentem tanto a pausa na brincadeira.
- Ofereça os alimentos preparados de diferentes formas e descubra as favoritas do seu filho.
- Evite muitos lanches, organize bem os horários das refeições.
- Não exagere nas porções, sirva e se necessário repita. 
- Não deixe as crianças comendo sozinhas, sente e se alimente junto servindo de exemplo e estímulo.
- Não substitua a refeição por lanches ou mamadeiras. 
- Faça da hora de refeição um horário de integração e conversa, nada de brigas ou discussões. 
- O ambiente deve ser calmo, sem TV ou celular.
- Envolva a criança no preparo e escolha dos ingredientes.
- Converse com a criança enquanto come, explicando o que é cada alimento e contando histórias que envolvam o alimento.
- Não demonstre sua irritação, as crianças percebem e podem usar isso.

Use destas dicas e depois conte como foi ou qual a dificuldade ainda persiste!

Tem mais conteúdo lá no Instagram @tatifingermann e no Facebook - Psicocloud 


terça-feira, 11 de julho de 2017

Responsabilidade e Empatia

Seguindo a ideia da responsabilidade na Maternidade, mês que vem inicia o meu trabalho com grupos de mães em rodas de conversa. Toda terça estarei lá aguardando as mães para uma conversa gostosa e com o desejo de quem saiam de la mais seguras e apropriadas de suas escolhas, mais conhecedoras de si mesmas.
Um dos temas que listei para estes encontros é justamente a "Comunicação não Violenta" nome da moda para algo que já existe faz tempo, o olho no olho, a alma aberta para escutar o que tem que ser dito e não o que eu quero entender.
Criança tem um radar que é absurdo, captam mais sinais que sonar submarino, e você nem percebe que deu a pista.
Assim falar a verdade, em uma linguagem/ vocabulário que eles compreendam é um dos pontos chave para que se crie uma coisa mágica que pouco temos utilizado que é a EMPATIA.
Lembra que eu falei que criar pessoas melhores é o meu objetivo? Se eu criar minha filha com a empatia ativa ficarei muito feliz.
É aquele lance que a Kate Middleton já mostrou como faz quando da bronca no Pequeno Principe, é abaixar até chegar a altura da criança, falar com o tom de voz baixo (mas sério) e explicar o que deu de errado ali na situação. Parece fácil mas não é, você tem que segurar a bronca, o grito ou mesmo o riso e buscar ser levada a serio, quando tem birra, choro e ranger de dentes..... fica bem mais difícil de se manter no controle.
Por isso acredito que este tipo de comunicação é um processo que se constrói com a criança, sendo congruente com suas ações (faça aquilo que você fala e só faça aquilo em que acredita).
A empatia entra na sua escuta, de tentar compreender o que ela quer/precisa e não consegue nomear ainda, quando você se coloca no lugar do outro fica mais fácil de entender seu ponto de vista.

Tenta e me conta!

Ah, vale com gente grande também!


segunda-feira, 10 de julho de 2017

Maternidade e Responsabilidade

Tenho repensado e muito minha relação com a Maternidade, escrevo aqui com letra maiúscula porque ela passou a ser algo maior do que a simples qualidade de ser mãe. Passou a tomar uma parte de mim, até maior do que a Anita e ganhou um propósito em minha vida pessoal e profissional.
A maternidade foi o caminho que escolhi para dar a minha contribuição ao mundo, de criar melhores pessoas e assim deixar meu legado. 
E a cada dia entendo que a responsabilidade é grande parte da Maternidade que eu escolhi para mim, é o que me dá sentido. 
Responsabilidade, aqui, não são tarefas que devo cumprir, é assumir para mim escolhas e suas sequencias e consequências com sinceridade, sem culpados ou desculpas. 
Escolhi viver da profissão que me faz sentir completa, produtiva, com prazer em atuar, no momento a consequência é que não vai rolar ir para a Disney nas próximas ferias, nem sei quando poderemos. Assumo essa responsabilidade como minha e não culpo mais ninguém.
Maternar com responsabilidade não é se encher de tarefas sem sentido ou fazer o que suas "amigas" ou aquela revista sugeriram, mas fazer as escolhas que fazem sentido para você HOJE.
Sim, mudar faz parte dessa responsabilidade, de rever sua trajetória, escolhas, ações, e vai muito além, das obrigações jurídicas de arcar com as consequências do próprio comportamento ou do comportamento de outras pessoas, é aceitar de todo coração e sinceridade suas escolhas, feitas só por você. 
Assumir responsabilidades é dar o exemplo mais importante, é ser espelho de uma conduta ativa frente a sua vida e seus escolhas, é saber o que quer e assumir as dores e amores de se chegar lá por completo.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Cama compartilhada

Sempre que leio/ ouço alguém falando sobre cama compartilhada tenho arrepios.
Já vi relatos bem embasados do quanto pode ser perigoso o bebê dormir com os pais quando é muito pequeno, existe o risco (real) de amassar e sufocar o pequeno ser durante a noite, também já li e não consigo concordar com a ideia de que a energia (sexual) do quarto pode influenciar a criança (mas uma criança na cama acaba sendo um anticoncepcional bem eficaz!), acho sim que o quarto deve ser um lugar de intimidade. Como também já li que crianças que dormem com os pais dormem mais tranquilas.
Nestas matérias sempre aparecem listados motivos pró ou contra como se fossem receitas certeiras. Como se todas as famílias,as crianças e todos os quartos fossem iguais. Grande engano!
Acho que estas matérias que sempre mostram um lado só são grandes fontes de desassossego materno e paterno também.
Você já foi lá ver a casa da família para saber quantos cômodos tem?
Conhece o quadro de saúde do fofucho envolvido para saber se justifica tal acompanhamento de pertinho?
Sabe como funciona a relação entre pais e filhos?
Se respondeu não, já entendeu né? Para de julgar aos outros e a si mesmo!
Não se julgue/ culpe se seu filho ainda dorme com você ou se dorme sozinho sem precisar de nenhum reforço extra desde as 48hs de vida, cada criança é uma e tem seu tempo de desenvolvimento.
Se o casal ou mãe percebe que está atrapalhando, esta ficando incomodado ai sim, vamos planejar (😲 oh!) esta transição e juntos trabalhar com a criança esta independência.
Por que falo isso?
Porque vejo tantas mães por ai se julgando melhores ou inferiores usando como referência uma construção tão individual que é a independência e o relacionamento com seus filhos.

Aqui a Anita dormia no berço dela até ter problemas respiratórios mais sérios com quase um ano, foi ai que por cansaço puxei o colchão dela para o meu quarto, assim dormia mais segura e tranquila com ela mais perto. Logo ela aprendeu a subir na cama.
Depois, já separada, ela veio dormir na minha cama comigo, só nos duas. Foi tão importante poder resgatar esse toque, cheiro, mimo com ela já que passava tanto tempo longe. Com o tempo a necessidade de espaço foi surgindo, ela espaçosa dormia grudada. Duas camas e continuamos dividindo o quarto. Se estava incomodado era só me dar um apartamento maior,ok?
Casa nova, vida nova, quarto novo...não foi fácil logo no início mas fomos trabalhando com ela e assim foi cada uma para o seu canto.
Ela dorme no quarto dela, acorda no meu!
Já me questionei e auto recriminei muito por isso, mas quer saber? Cansa, dói as costas no dia seguinte, as vezes tem uns puxões de cabelo mas eu amo! E o padrasto aceita importante pensar como fica a relação do casal tá?.
Ela vai bem na escola, dorme na casa de outras pessoas numa boa,brinca sozinha, mas quando vai se entregar ao sono, ao relaxamento total ela quer aproveitar esse espaço de carinho, aconchego, que é quentinho (adivinha onde vai parar a coberta?), e principalmente ele é seguro!
Se ela ainda precisa sentir que estamos ali é lá na nossa cama que ela vai ficar!
Vou acostumar mal? Não consigo ver como alguém pode ficar mal acostumado com carinho, o mundo já anda tão cruel e egoísta....
Não acredito que vá fazer dela uma criança mimada, já que aqui tem amor, afeto e não mimo indiscriminado, tem bronca, tem conversa, tem cobrança mas tem acima de tudo aceitação.


✿ IMPORTANTE: O que EU escrevo aqui é um registro das minhas experiências, não é uma indicação de como VOCÊ deve fazer. Pode ser usado como uma sugestão para você PENSAR e dai tirar as SUAS conclusões de forma mais tranquila e consciente de que as escolhas que você faz em relação ao SEU filho devem ser congruentes com suas CRENÇAS, VALORES E REALIDADE.

Beijão e deixa um comentário por aqui,

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