Comecei a escrever este post várias vezes, passamos por uns perrengues esta semana e por incrível que pareça começamos a sofrer com a chegada dos dentinhos....O dó!!!!!
Estavamos nós jantando em etapas, primeiro mamãe e depois papai ou vice versa, quando fiz algum comentário sobre a novela. Foi ai que o Léo olhou estranhamente para mim e perguntou se eu acompanhava a tal novela. Juro que nunca fui noveleira e também me espantei com tanto conhecimento sobre o assunto.
Percebi então que a Anita já faz parte da nossa vida há quase um ano. Oito meses na barriga e um pouco mais de três aqui fora. Esse também é o tempo que estou vivendo em função dela, imagino que toda mãe quando descobre a gravidez passa a viver pensando, sonhando, planejando, curtindo esse milagroso momento na vida da mulher. Mas no meu caso eu vivi isso e somente isso por todos os meses de gestação, como contei aqui antes minha gravidez não foi a mais tranquila.
Poucos dias depois de descobrir a gravidez também descobri como é chato ficar de repouso. Passei um bom tempo destes meses de gravidez no sofá e o resto do tempo foi na cama mesmo. Só fomos colocar tv a cabo na casa nova, um mês antes da chegada da Anita. Assim quando dava eu corria, melhor me arrastava até a casa da minha mãe para ver tv e ter acesso a internet e telefone e assim não emburrecer de vez.
Sempre curti um bom filme, dos clássicos em preto e branco aos Transformers numa boa. Mas ficar tanto tempo restrita a tv aberta me obrigou a acompanhar Malhação, aprender novas receitas com o Edu (Guedes, já estou íntima né?) e assistir todos os jornais do dia. Ok, meus conhecimentos gerais estão em dia, campeonatos de cultura inútil seriam fáceis pra mim.
Desde que a Anita nasceu minha relação com a tv melhorou, primeiro porque consegui me atualizar em todos os seriados que eu acompanhava e mais alguns. Segundo porque filmes e programas legendados foram e ainda são meus companheiros fiéis na madrugada. Li estes dias a Luisa, do Potencial Gestante, dizendo que o filho dela não assiste tv. Fiquei com um pouco de culpa. Não sei o que seriam das mamadas da madrugada se não fosse aquela luzinha na minha cara me impedindo de dormir com a Anita nos braços. Ai a culpa passou.
Voltando a novela, não uso relógio e acho que a Anita tem feito sua programação de mamadas junto com a equipe da Globo. Ainda não sou obrigada a assistir os canais infantis mas também não deixo ela ouvir o Cidade Alerta. Como o Léo sempre disse, a programação dela será ver todos os dias o canal Bloomberg, não errei não ela tem que se familiarizar com o vocabulário financeiro e brincar de blocos econômicos.
Brincadeiras a parte o jornal está acabando, isso é a hora do banho e depois novela, quer dizer mamada!!!
Se eu emburreci não sei, mas o vocabulário da Anita com certeza irá nos surpreender com tanta informação....assim eu espero!
Se você é contra ou a favor da tv compartilhe com a gente!
Beijo nosso
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terça-feira, 21 de junho de 2011
sábado, 30 de abril de 2011
Encontros e Desencontros
Já há algum tempo venho observando os efeitos que uma barriga de grávida e um bebê causam nas pessoas e nas relações entre elas.
Na gravidez eu percebia os olhares diferentes nas três fases. No início as pessoas ficam na dúvida, ela está gorda ou grávida? Passados os primeiros meses, em que a roupa de sempre fica apertada e a de grávida ficava grande, veio a melhor fase em que a barriga já aparecia e confirmava a gravidez, os enjoos estavam bem controlados e o pique tinha voltado. Nesta época era só parar em algum lugar ou encontrar outra grávida para alguém puxar papo. Lógico que a gravidez sempre foi o assunto. Receitas para melhorar o enjoo, comparações sobre o tamanho da barriga e tempo de gravidez eram inevitáveis. O mais legal é que nunca me faltou companhia, nas vezes em que iria almoçar sozinha no shoping. Sempre apareceu alguém gentil para ceder um lugar e porque não começar o interrogatório. Qual é o sexo? Quanto tempo de gestação? Já tem nome? E assim ia. Sempre respondi com muito orgulho e satisfação. A terceira fase foi a mais curta e mais intensa. Os olhares eram de dó mesmo. Ai as perguntas não tinham mais cara de compartilhar, e sim de uma curiosidade quase mórbida. Tudo bem que eu estava enooorme, e meus pés já não me permitiam andar muito... Assim deva perceber fácil a áurea mágica que a gravidez traz.
Não imaginei o que viria quando a Anita nasceu. Já fomos parados no supermercado por pessoas mega estranhas para trocar receitas a respeito das cólicas do bebê. Voltando ao consultório fiquei obesrvando como pessoas que sem crianças jamais trocariam sequer um bom dia, no meio da rua se transformam em amigas de infância quando acompanhadas de suas crias.
Fraldários e salas de amamentação então já me renderam ótimas indicações e apoio emocional.
Acho que isso acontece como forma de autopreservação da espécie mãe mesmo. Tem coisa que só mãe entende como já dizia minha vó....
É por essas e outras que mais do que frequentar blogs, grupos de discussões virtuais e tentar ai a alguma sessão do Cinematerna eu adoro papo de fraldário!
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