Acho que foi essa a pergunta que passou pela cabecinha da Anita há uns dias.
Tive uma crise de dor nas costas que foi diagnosticada como uma feia hérnia de disco. Isso me deixou internada por uma semana no hospital.
Ainda não consegui ler e pesquisar muito sobre o ocorrido e seus desdobramentos mas posso dizer e deixar registrado que não tem analgésico que faça passar a dor da separação. Fui internda as pressas e de madrugada, minha preocupação estava dividida entre minha dor e o marido que se desdobrava em me amparar e cuidar da pequena que infelizmente acompanhou a tudo.
Passado o primeiro impacto e horas as coisas começaram e se encaixar e a organização voltou, ela passou o dia com a vovó e a semana seguiu com a rotina no berçário.
Só que a mamãe sumiu!!!
A rotina fora da escola também sumiu, ela mudou de mala e pai para a casa da vovó, passou a compartilhar a cama com ele e a mamãe sumiu.
Liguei todos os dias no berçário para ter certeza de que estava tudo bem e para minha traquilidade ela seguiu seus dias numa boa. Ficou toda mocinha, se comportou como uma princesa.
Quando ela foi me visitar pela primeira vez sofri muito. Recebi uma bebê grande, cheia de charme e novidades. Toda independente, dando tchauzinhos e gritinhos.
Não pude pegar, apertar, carregar e abraçar como queria e ela sentiu. Fez graça para todos no quarto menos para mim. Quando colocada na cama junto comigo me mordeu e foi agressiva. Sabia que este comportamento dela era uma reação normal e até saudável já que tantas coisas estavam acontecendo, mas a sensação que ficou foi de um vazio doido tão grande....
A semana passou, ela seguiu com a nova rotina e sai do hospital. Mas não pude ir para casa, estamos hospedados na minha sogra para facilitar (e muito) as coisas, agora compartilhamos a cama nós três. Ainda não posso carrega-la e com dificuldade tenho feito algumas trocas de fraldas e roupas. Brincamos muito no chão também.
Por orientação da querida orientadora do berçário e do pediatra conversei com ela de igual para igual (hahahaha até parece), expliquei a situação e muito mais num papo emocionada só nosso e pedi para que as mordidas e cabeçadas ficassem de lado.
Hoje já estamos bem, com muitos carinhos e beijinhos.
A cama compartilhada vai melhor do que eu imaginava e acho que eu vou sentir muito a volta para casa.
Temos muito mais para contar mas por enquanto é só.
Beijão a todos!!!!
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quinta-feira, 24 de novembro de 2011
domingo, 24 de julho de 2011
Berçário X Pediatra
Eu já sabia que largar a cria não seria a tarefa mais fácil, mas também não imaginei que seria tão complexo...rsrsrsrs
Teoricamente eu já deveria ter voltado ao trabalho, mas por mil razões optei por não voltar já nem pra lá, assim continuei em plena função materna. Mas como tudo que é bom dura pouco, eu, por natureza e paixão a minha profissão, preciso voltar a trabalhar.
Ai chegamos ao momento em questão, quando e onde deixar a pequena nesse período de trabalho?
O combinado com o Pedi era amamentação exclusiva até o quinto mês. OK, com quatro meses e meio eu já estava lá no consultório para saber o que fazer. A resposta, nada. Esperar mais umas semanas. Já volto a explicar o conflito.
Enquanto isso resolvi (já faz tempo eu assumo) pesquisar as raras opções de berçários aqui na região. Assumi como critérios:
- localização - não dirijo (isso está na lista de coisas a fazer antes dela crescer) e não posso só depender do maridão para levar e buscar a pequena, assim preciso de um local de fácil acesso.
- higiene e limpeza - precisa explicar?
- número e qualificação dos profissionais - entre um com auxiliar de enfermagem e 4 crianças por berçarista e outro com pediatra, nutricionista e três crianças por berçarista qual vocês prefere?
- área de atividades - passar o dia no berço/ carrinho ou ter um espaço acolchoado cheio de brinquedos?
- troca de fraldas com banho ou sem?
E mais um monte de detalhes sem esquecer o fator financeiro, esse é o primeiro critério do pai da criança mas estamos trabalhando nisso...
Aproveitamos um momento favorável e fomos visitar alguns deles, posso dizer que em um nem entramos, outro gostamos e um terceiro adoramos. Berçário semi-escolhido.
Nessas visitas um ponto importante foi levantado, o desenvolvimento do bebê. Relembramos alguns dados importantes com foco no quando colocar a Anita no berçário e reforçamos assim que a hora é agora. No máximo até os seis meses dela se não estaremos muito perto da famosa fase da Ansiedade de Separação o que pode dificultar a adaptação dela a nova rotina.
Ai você me pergunta qual a dificuldade e eu respondo. O Pedi, orientou a esperar mais um pouco. Ela está ganhando peso, crescendo bem, sem doencinhas infantis, mamando no peito, sem mamadeiras e estamos no inverno. A justificativa é que desmamar agora implicaria introduzir a mamadeira e se esperarmos ela vai direto para o copo de treinamento, passando o alto inverno as chances de doencinhas são menores mas não inevitáveis. Então porque mexer no time que está ganhando?
O conflito está ai. Colocar no berçário agora seria facilitar o processo para nós duas, esperar mais um pouco seria a opção mais saudável.
Conflito resolvido, chamamos a Tia Super Nany que vai nos distrair por algumas semanas, assim quando chegar a hora tudo vai dar certo.
Vem logo tia!!!!
Beijos a todos!!!
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